Os médicos têm o dever de informar os pacientes sobre como alcançar saúde e bem-estar, e os pacientes têm a responsabilidade de agir com base nas informações fornecidas, visando o melhor interesse em sua saúde. O consentimento médico informado é essencial para a capacidade do médico de diagnosticar e tratar pacientes, bem como para o direito do paciente de aceitar ou rejeitar a avaliação clínica, o tratamento ou ambos. O consentimento médico informado deve ser uma troca de ideias que fortaleça a relação médico-paciente.
O processo de consentimento deve ser a base da relação fiduciária entre paciente e médico. Os médicos devem reconhecer que a escolha médica informada é um processo educacional e tem o potencial de afetar a aliança médico-paciente em benefício mútuo. Os médicos devem oferecer aos pacientes igualdade no acordo, educando-os para que façam escolhas informadas. Os pacientes devem usar o processo educacional para fazer escolhas racionais em matéria dos cuidados com a saúde.
Quando médicos e pacientes levam o consentimento médico informado a sério, a relação médico-paciente torna-se uma verdadeira parceria, com autoridade compartilhada na tomada de decisões e responsabilidade pelos resultados. Os médicos precisam entender o consentimento médico informado a partir de uma base ética, conforme codificado pela legislação em muitos estados, e de uma perspectiva generalizada de direito consuetudinário, que exige uma prática médica consistente com o padrão de atendimento. É fundamental para a relação médico-paciente que cada parceiro compreenda e aceite o grau de autonomia que o paciente deseja no processo de tomada de decisões.
Dr Stéfano Fiúza – Cirurgião de Cabeça e Pescoço
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